Como é feito a cirurgia de próstata (RTU)?

Sem dúvida, essa é a cirurgia endoscópica mais realizada pelos médicos urologistas e que visa basicamente desobstruir uma uretra que é comprimida pela próstata.


Nesse procedimento o paciente interna no dia da cirurgia e é encaminhado para o centro cirúrgico.

 



A anestesia é a raquidiana, aplicada nas costas(semelhante a anestesia de gestantes no momento do parto). A partir desse momento, você não mais sentirá as pernas. Normalmente é administrado um sedativo para o paciente repousar durante o procedimento. Esse fato é considerado normal e indispensável para a realização do procedimento cirúrgico.


A sala é montada com inúmeras peças, afinal, para uma cirurgia sem cortes na pele, o que não falta são instrumentais e organização da equipe médica e de enfermagem.




Inicia-se então o procedimento endoscópico e a via de acesso é o canal da uretra.  A próstata é cortada(o "miolo apenas"), hemostasiada e retirada.



 



Terminado o procedimento, o paciente acorda na sala de recuperação e logo após, irá para o quarto. Não há dor, mas pode haver uma sensação desagradável de desejo de urinar, fato esse esperado e que é revertido com a aplicação de medicação venosa.


Sempre você terá um soro na veia e uma sonda vesical no canal(com entrada e saída de líquidos pra evitar a coagulação da bexiga).




Importante não deixar acabar o soro de irrigação vesical pois sem ela, poderá formar inúmeros coágulos.

Em casos nas quais a próstata está sujeita a uma maior sangramento, é utilizado uma técnica onde existe a implantação de uma terceira sonda no canal uretral. A presença de mais uma sonda é indolor e confere ao paciente(e ao médico também!) maior conforto e segurança, pois a possibilidade de obstrução é quase nula.

 

Caso haja obstrução da sonda vesical, uma desobstrução imediata deve ser realizada pelo profissional de saúde

 

Após dois dias de internação, o médico retira a sonda vesical, e é esperado a micção espontânea. É uma miccção ainda fraca(melhor do que antes), com ardência local (alguns pacientes queixam de dor no canal)e a saída de sangue ou coágulos é esperada.


Somente após 10 dias o paciente poderá dirigir, ato sexual estã permitido em 40 dias e liberação total para  procedimentos físicos após 90 dias da data do procedimento.

Muito comum é uma persistência da disúria(dor ao urinar) em alguns pacientes que pode levar até 40 dias para uma remissão completa e uma possível infecção urinária deve ser descartada.


Esse procedimento não altera a parte sexual(talvez ocorra melhora por diminuir sintomas urinários) e pode ocorrer ejaculação retrógrada(o sêmen será depositado na bexiga e não no canal uretral quando do momento da ejaculação, sendo eliminado do corpo no momento da micção).


A ejaculação retrógrada ocorre pois no momento da emissão do semêm(orgasmo) o esfincter urinário, responsável pela vedação da bexiga, não mais funciona. Esse mesmo esfincter urinário, que provoca obstrução ao fluxo urinário, é ressecado na RTU. Mas nem sempre ela irá ocorrer. Na prática diária, percebo que uma simples mudança na técnica cirúrgica, com o consentimento do paciente, as chances de melhorar a possibilidade de ejaculação retrógrada diminuem bastante.


 

Leia mais: Aumento prostático, PSA normal, dificuldade para urinar.

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