Cálculos urinários

Os cálculos são uma aglomeração de cristais - constituídos de cálcio em 70% dos casos - no aparelho urinário acaba levando a uma precipitação dos mesmos, formando assim uma pedra muito pequena. A formação de pedras é mais freqüente nos rins podendo também ser encontrada no ureter, canal se transporta a urina dos rins para a bexiga.  


 

  
Os homens têm 3 vezes mais chances que as mulheres de desenvolver pedra nos rins. 3% a 4% da população brasileira sofrem de cálculo. Há ainda dados que revelam que quem já teve um cálculo urinário um dia terá uma chance de 50% de ter outro novamente em um período de 5 anos. Normalmente, ocorre em indivíduos na faixa etária dos 30 aos 50 anos.
O rim funciona no corpo como um sistema de filtragem. Todo o tempo analisa o sangue, absorve as substâncias importantes para o funcionamento do organismo e elimina as substâncias desnecessárias ou em excesso. Se algumas substâncias se concentram excessivamente na urina, vêm o riscos de se formarem-se os cristais.


 

Com o tempo, a massa cristalizada aumenta de tamanho formando o cálculo. Os cristais que se aglomeram são considerados micro-cálculos. O sintoma maior dos cálculos urinários é a dor intensa na região lombar que surge de repente e é causada pela dificuldade de movimentação da pedra nos canais de passagem da urina (ureter, dos rins para a bexiga; e uretra, da bexiga para o meio externo). Se o cálculo formou-se no rim, o incômodo pode irradiar para a parte interna da coxa e para o testículo ou grandes lábios - sempre do mesmo lado. A dor intensa está sempre acompanhado da dilatação da pelve renal ou hidronefrose, exemplificado abaixo:


 


Causas internas

· Herança genética: sabe-se que existe uma tendência familiar que determina a ocorrência dos cálculos;



· Distúrbios no metabolismo: alterações na função renal podem desencadear a formação dos cristais;



· Infecção urinária: pode favorecer o crescimento de cálculos. Além disso, a presença da pedra pode prender a urina e facilitar as infecções.

Causas externas

· Suar demais sem repor líquidos: os sais presentes na urina se concentram por causa da falta da água para dissolvê-los;


  · Sedentarismo: quando o corpo pára por muito tempo, os ossos deixam de usar o cálcio, que pode formar cálculo na urina;


  · Quem ingere cálcio ou ácido úrico exageradamente - substância presente nas carnes vermelhas, crustáceos e vísceras - tem maior facilidade para desenvolver cálculo.

Tratamento

Entre 70% e 90% dos cálculos são expelidos naturalmente. Se isso não ocorrer, uma intervenção do médico faz-se necessária - a litotripsia extracorpórea, que é o método mais usado nos tratamentos de cálculos renais e costuma resolver 70% dos casos. 
Ondas sonoras de alta freqüência geradas em um meio líquido atravessam a pele e tecidos moles do paciente até se concentrarem no cálculo.
O choque fragmenta o cálculo e permite a sua eliminação pela urina.



 



Existem casos onde o cálculo se encontra no ureter e causam dores fortíssimas (a famosa cólica renal). Há uma opção terapêutica onde o cálculo é retirado por aparelhos da espessura de uma ponta de caneta e propiciam um sucesso com taxa de 99% e se chama ureterolitotripsia transureteroscópica e onde se coloca um curativo interno (cateter duplo J).



 



 
Outras técnicas

· Quando as pedras estão muito grandes, é recomendada a litotripsia direta. Um pequeno corte é feito para a colocação de instrumentos que chegam perto do cálculo e o fragmentam, também com o uso de ondas de alta freqüência;



· Em casos ainda mais complexos, quando outras técnicas falharam, a solução é a cirurgia aberta. O paciente passa por todos os procedimentos de uma grande operação e onde é colocado o cateter duplo J.


 



Prevenção

É simples! Beber muito líquido é a primeira medida.
Isso pode reduzir em até 90% os riscos de surgirem pedras

 

 

 





 

 

 

 

 

 

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